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café da manhã com médicos, fisioterapeutas, odontólogos e demais profissionais da saúde. |
21/04/2007
O
vereador Salmito Filho (PT) realizou dia 21 de abril, na Padaria Romana, um café da manhã com médicos, fisioterapeutas, odontólogos, enfermeiros, e demais profissionais da saúde.
Salmito batizou o encontro de Café Com Saúde que teve o objetivo de ouvir esse segmento para manter o mandato em contato com uma área tão vital. Salmito ressaltou que saúde pública com qualidade é uma das prioridades do mandato; elogiou a prefeita Luizianne Lins ao tornar a participação popular marca registrada da administração, e, por fim, disse que a política de saúde implantada no município pelo secretário Odorico Monteiro era revolucionária.
O secretário de Saúde, Odorico Monteiro, estava presente e, ao falar, disse que o espaço era importante para a reflexão. “São atitudes como essa que mostram que o mandato é algo vivo e fortalecem a nossa responsabilidade e o nosso sentimento republicano”, afirmou Odorico, destacando que a República brasileira é muito jovem e que os 400 anos de escravidão vividos no país ainda repercutem muito fortemente na nossa cultura. “Os dilemas que encontramos em Fortaleza são grandes. Há toda uma carga de escravidão e injustiça. Por exemplo, criança de dez anos chega morta e descobrimos que não é registrada. Trezentos mil pessoas acordam em Fortaleza sem saber o que vão comer. O alimento é disputado todo dia. São nossos irmãos. Esse tipo de contradição a República tem que discutir”, afirmou. Para o secretário, atendimento médico com arrogância é influência da cultura
escravocrata. Odorico revelou que Fortaleza convive com dois sistemas de saúde: um, para os ricos, que atende cerca de 750 mil usuários e não perde em nada para qualquer sistema de saúde do Primeiro Mundo; o outro, para os pobres, que atende cerca de 2 milhões e 500 mil usuários. “Apesar de ter sido criado em
1988 algo com intuição socialista, o SUS (Sistema Único de Saúde)”, observou. E mesmo os que têm plano de saúde privado se beneficiam do SUS. Um dos pontos polêmicos do modo petista de governar, segundo o secretário, é a decisão política de universalizar o Sistema Único de Saúde. “Isso tem um custo social grande. Em outras nações isso custou guerras. A Europa passou por duas guerras para conseguir a conquista de direitos. Nós estamos fazendo
isso sem revolução. No debate democrático”, ressaltou. Para demonstrar a injustiça social no sistema de saúde no município de Fortaleza, Odorico deu alguns números. No território da Secretaria Regional V, por exemplo, existem 550 mil habitantes. A média de leitos hospitalares é de dois para cada mil pessoas. E unidade de saúde que é para atender 5 mil hoje atendem 15 mil por mês. “A nossa cidade é desigual em todas as suas áreas”, lamentou. No Orçamento Participativo, segundo Odorico, está prevista a construção de 90 postos de saúde. Antes de 2005 não existia nenhum dentista no PSF. Hoje são 250 dentistas concursados e 110 novos consultórios dentários instalados.
A Prefeitura já inaugurou 20 leitos de UTI, número maior que os inaugurados nos quatros anos da gestão anterior. De recursos próprios a Prefeitura de Fortaleza tem 300 milhões por ano para investir na saúde. Só o hospital Instituto José Frota consome 100 milhões por ano, 33% do orçamento. Sobram 60% para ser dividido para mais oito hospitais e para a política de vigilância sanitária. “Essa equação tem que ser discutida. É uma conta cara para Fortaleza”, afirmou. Odorico disse que trabalhar com o conceito de qualidade de vida é preciso parceria com o esporte, com o trânsito. “Uma morte por dia no trânsito, isso é epidemia. A violência no Brasil é uma questão de saúde pública”.
Odorico lembrou que a lei da parada especial no sistema de transporte coletivo, de autoria do vereador Salmito Filho, tem repercussão grande na saúde, bem como a melhoria na iluminação pública. O vereador Salmito disse que é testemunha da angústia dos pacientes nos postos de saúde durante as trocas de turno. Ele fez visitas de surpresa em alguns postos de saúde e constatou a demora de até uma hora e meia para recomeçar o atendimento médico por causa do atraso na chegada do profissional.
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