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Salmito |
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12/07/2007
Um dos problemas da violência em nossa cidade passa pela ausência de políticas públicas para a juventude.
Fala-se muito e existem várias instituições governamentais e não governamentais preocupadas em proteger a criança, o adolescente e o idoso. E isso é bom. Mas o jovem tem que, por si só, enfrentar o mundo do desemprego, da falta de experiência e de perspectiva. Muitos acabam metidos em gangues e recrutados pelo tráfico de drogas. É a juventude sendo vítima e agente da violência. O poder público, nas três esferas, tem uma dívida histórica para com a juventude. O Governo Federal, no primeiro mandato do presidente Lula, criou alguns programas como o Pró-jovem. O Governo do estado, no mandato do governador Lúcio Alcântara, teve a iniciativa de criar uma secretaria específica para esse segmento social. Agora, o governo de Cid Gomes quer institucionalizar o agente jovem para servir de elo de comunicação entre o Poder Público e o universo de 100 mil jovens egressos do ensino médio no estado. A Prefeitura de Fortaleza, na administração da prefeita Luizianne Lins, assim também no governo de Cid Gomes, em vez de criar uma secretaria, optou pelo caminho mais democrático: chamou os movimentos, entidades e organizações de juventude para fazer o debate sobre políticas públicas para o setor. Dia 4 passado, a prefeita Luizianne Lins sancionou a Lei 9.204/2007 regulamentando o funcionamento do Conselho Municipal de Juventude - CMJ. Fui autor, na Câmara Municipal de Fortaleza, de projeto de indicação criando o Conselho, sugestão acatada pela prefeita que fez as alterações que achava necessárias. Dia 28 próximo acontecerá o I Encontro Municipal de Movimentos e Organizações de Juventude que irá escolher os membros do CMJ. As inscrições para esse evento podem ser feitas entre os dias 14 e 22 deste mês no site www.juventude.fortaleza.ce.gov.br. Serão 30 os membros (de 16 a 29 anos) efetivos do CMJ. As organizações e movimento de juventude escolherão 18 conselheiros. Os delegados jovens do Orçamento Participativo indicarão mais dois. Os outros dez serão escolhidos entre representantes do Poder Público municipal (oito do Executivo e dois do Legislativo). Nada mais salutar do que decidir política pública ouvindo diretamente os interessados. E o CMJ será o órgão colegiado da representação da população jovem (são 730 mil entre 15 a 29 anos em Fortaleza), de caráter permanente, deliberativo, consultivo e fiscalizador das políticas públicas voltadas para os jovens do nosso município. Esse é o caminho. Efetivar políticas públicas para juventude de forma participativa. Ouvir a juventude sobre educação, geração de emprego, cultura, relacionamento, lazer. E partir para incluir nos orçamentos públicos verbas para esse segmento social com a garantia da sua execução. Para isso é imprescindível a pressão da própria juventude, o acompanhamento e a fiscalização.
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